Comentário


Fonte:Ana Neri Lacerda

Na história da humanidade, conflitos, guerras e barbáries são incontáveis. E, até hoje, grosso modo, ainda não aprendemos a conviver pacificamente uns com os outros.

Atualmente, os países economicamente mais adiantados, apesar das frequentes situações de mal uso da tecnologia, apresentam grandes benefícios, entre outros - instrução requintada, governos mais eficientes, melhor distribuição dos meios de subsistência, e a polícia tem mais controle sobre a violência e a criminalidade.

Temos a fachada da civilidade, mas o crescimento econômico-social não passa de uma espécie de Progresso – não caracteriza desenvolvimento humano propriamente dito. E o campo das emoções, principalmente nas escolas, é o mais abandonado! Por exemplo, um simples incidente ou mal entendido no trânsito, e pessoas altamente escolarizadas trocam os pés pelas mãos!

O modelo praticado no mundo com o nome de ‘educação’ não atinge o essencial da vida: nossas relações com as coisas, ideias e pessoas. Em geral, fora os processos informativos e instrutivos, a simples doutrinação de fora para dentro não contribui para transcendermos a nossa herança animal! Escolas de cultura geral, preparo técnico e profissional, são indispensáveis, mas, certamente, esquecemos o significado original do verbo “Educar”.

Focados no mundo exterior, somos humanos apenas pela metade. O sentido social de ‘eu’, esse indispensável centro de comando na vida, quase sempre extrapola a sua legítima qualidade, isto é: ouvir a consciência da própria Alma, na profundidade interior. Ao invés disso, em nome da personalidade, o fulaninho senta no trono do Egocentrismo! Em consequência, nossas forças vulcânicas naturais, de modo condicionado, ou por engano, são canais predispostos aos horrores que projetamos.

Mas, nem tudo tá perdido! A sabedoria perene diz algo assim: ‘embora o homem esteja no topo da evolução genética, ao contrário dos animais, ele não é um ser acabado. E esse estado de incompletude, justamente, é a brecha através da qual, a depender de certa preparação especial, o discípulo pode atingir um plano de Inteligência Superior’.

A essência interior de cada um de nós com certeza é portadora de potenciais incomuns. Porém, apenas falar sobre isso, teorizar e fazer catequese, não importa qual seja a moral, ou religião, até hoje, não levaram a nada!

Consoante tradições esotéricas, se o potencial interior do homem é um poder criador imenso, se os pensamentos e emoções herdados da vida exterior constituem somente uma película superficial, a falta de uma Educação prática capaz de englobar o ser integral do aluno, é algo tão absurdo quanto usar só a mão direita como se a esquerda não existisse, ou crer que o Céu nada tem a ver com a Terra!

Como insinuamos acima, uma Educação que, a priori, visa conhecer o verdadeiro EU, com certeza prepara o solo onde a semente das verdadeiras qualidades humanas pode germinar, crescer e florescer.

Implementar uma Escola com um teor que prioriza o aprendizado voltado pra vida, onde a meditação, a arte e a ciência do viver, antes de tudo, visam acordar os potenciais de cada um, de dentro pra fora, capaz de levar ao legítimo desenvolvimento humano integral, infelizmente, contraria grandes investimentos, fora outros interesses ...!


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